Queremos sempre que nossas crianças aprendam da melhor maneira possível. 
E para isso a estratégia escolhida fará uma grande diferença.
O que escolher? 
Você até já ouviu falar em sequência de atividades, mas não entende bem sua aplicação?
Essa matéria vai te ajudar.

Falando sobre a sequência de atividades


Segundo o RCNei vol.1, pág 56, "são atividades planejadas e orientadas com o objetivo de promover uma aprendizagem específica e definida. São sequenciadas com intenção de oferecer desafios com graus diferentes de complexidade para que as crianças possam ir paulatinamente resolvendo problemas a partir de diferentes proposições. Estas sequências derivam de um conteúdo retirado de um dos eixos a serem trabalhados e estão necessariamente dentro de um contexto específico."

Gosto muito do Referencial Curricular. Apesar de já ser um pouco antigo, no meu ponto de vista ele trouxe uma revolução no modo como devemos olhar o aprendizado de nossos pequeninos. 

Bem, suponhamos que o projeto que você está realizando com as crianças tem muitas atividades de desenho livre, para que eles se expressem sobre o que estão aprendendo através de desenhos.
Mas você, professor atento e que já leu muitas matérias da internet ou de livros que falam sobre o desenvolvimento do desenho infantil (essa matéria da Nova Escola pode ajudar), percebe no meio do caminho, que os desenhos de seus pequenos não estão tão adequados para a faixa etária (isso não é uma regra pois cada criança e cada turma tem seu tempo, mas você percebe que eles podem dar um passo a mais). 
Talvez sua turma não tenha tido muitas oportunidades de exercitar essa tarefa fantástica que é o desenho livre. Pode ser que até então, só tenha sido oferecido a eles desenhos prontos, e não conseguiram desenvolver tão bem os próprios traços. O que fazer então? 
Faça uma sequência de atividades que possa ajudar as crianças a desenvolver um pouco mais esse desenho. 

Vamos analisar:
Desenvolver os traços dos desenhos é algo bem específico. Como vimos no Referencial, não precisa abranger todas as outras áreas do conhecimento - Movimento, Música, Artes visuais, Linguagem oral e escrita, Natureza e sociedade e Matemática (áreas do conhecimento descrito no RCNei vol. 3). 
Projetos geralmente abrangem todas as áreas do conhecimento. Essa é uma grande diferença entre a sequência de atividades e o projeto. 

Nesse caso citado acima pode ser escolhido só as Artes Visuais por exemplo, e montar uma sequência. 
Quando pensamos em sequência, pensamos em algo que evolui do fácil para o difícil, do menor para o maior, e assim vai. A ideia aqui é a mesma.

Colocando em prática


Vamos pensar inicialmente em um mês, 2 vezes por semana. 
Serão 8 atividades que terão novos desafios um após o outro.
Uma das atividades pode ser só numa folha de sulfite em branco, outra simplesmente com um palito de sorvete colado no meio de uma folha, outra com um circulo, na próxima com dois círculos paralelos, outra pode ter um triângulo colado em um canto da folha, e assim até que você professor, perceba que os desenhos das crianças estejam mais elaborados. Quando alcançar seu objetivo, a sequência pode ser finalizada. Para saber se os desenhos estão realmente evoluindo, guarde o primeiro feito antes de começar a sequência. Durante o processo, dê outro desenho livre e faça observações entre o primeiro e este novo.

Claro que você vai elaborar a sequência muito melhor do que o acima, colocando objetivo, e montando bem mais detalhadamente. Você também fará as avaliações para saber se está indo no caminho certo ou se algumas atividades precisarão ser modificadas e melhoradas.  

Essas atividades contendo interferências (algo que possa ser um ponto de partida a ser explorado) ajuda a criança a pensar em possibilidades. 
O palito de sorvete pode se tornar a base para o galho de uma florzinha. Um triângulo pode se transformar em um navio. Os dois círculos podem parecer olhos para dar vida a um rosto. 
Enfim..... as possibilidades são inúmeras.  
Vejam aqui a explicação e sugestão que o RCNei vol.3, pág. 108 traz. São ideias fantásticas que podem ser ampliadas de acordo com a necessidade de nossos pequeninos. 
Uma outra sequência muito utilizada é a do nome próprio. Quando bem planejada, ajuda as crianças a desenvolverem rapidamente a leitura e escrita do nome.

Professor, explore bastante essa forma de aprendizado. 
Se não conseguir entendê-la na prática logo de inicio, não se preocupe. Não deixe de fazer. Planeje uma e aplique. Observe bem. Analise. Vá fazendo as melhorias conforme for entendendo melhor. 

Você vai perceber a ferramenta poderosa que tem a sua disposição.
Gostou? Espero que sim!

Abraços,
Lu Fernandes Pedagoga


Já ouviu falar em projeto PLANETA TERRA? Tenho certeza que sim. 
Esse sem dúvida é um dos projetos mais realizados todos os anos na Educação infantil. 
Cada professor, ao planejá-lo pode ter um objetivo. 
Geralmente, um objetivo em comum entre eles é ensinar para as crianças de alguma forma que o nosso planeta é importante e que temos que cuidar dele.
Mas já me perguntei muitas vezes se esse objetivo (o de cuidar do planeta) é realmente atingido.
Em muitos anos na área e conhecendo muitos trabalhos, percebi uma repetição de atividades sobre esse tema que muitas vezes apenas reproduzem o que outros colegas já fizeram. 
Na hora do planejamento, a sequência de atividades escolhidas não leva em conta as necessidades da turma, da natureza ao seu redor, dos malefícios que certos hábitos estão tendo no meio ambiente em seus tempos.

Algumas atividades (que claro, tem seu momento dentro do ambiente escolar), não trazem uma reflexão real com as crianças sobre quais são as AÇÕES que elas devem tomar para ajudar a melhorar sua casa, sua rua, seu bairro, sua cidade, seu estado, seu país..... o planeta. 

Vou alistar abaixo algumas atividades que se repetiram dentro desse tipo de projeto (essas foram de experiências minha enquanto professora e coordenadora pedagógica):

- Vamos pintar a árvore
- Vamos colar papel crepom na árvore
- Vamos pintar o leopardo, tucano (e outros animais existentes no planeta)
- Vamos fazer a árvore com as palmas das mãos e tinta guache
- Leve o menino até a natureza por esse caminho..... (atividade de "ligar" um lugar ao outro)
- Vamos nos vestir de árvore, de leão, etc
- Vamos fazer a árvore de recicláveis 
- Vamos confeccionar o leão com EVA
- Vamos pintar o mapa mundi
- Vamos assistir ao vídeo da árvore falante
- Cole elementos da natureza no mural......

Será que alguém se identificou? 
Tenho certeza que muitos de nós conhecemos essas atividades. 
E muitos já devem estar se perguntando: Mas o que há de errado com elas?
Nas atividades em si... nada.
O problema é como muitas vezes o professor planeja e organiza. 
Em partes, ficamos felizes de termos a internet para nos auxiliar nas nossas dificuldades e dúvidas.
Mas por outro lado, deixamos a correria nos fazer pegar a primeira atividade pronta na internet para aplicar na sala. 

Agora, imagine um projeto inteiro com uma sequência de atividades no estilo acima. 
Será que essas atividades por si só, levam a criança a ENTENDER quais ações elas devem realizar para ajudar DE VERDADE o planeta? 

Não quero aqui dizer que alguém está fazendo seu trabalho errado. Até porque os objetivos mudam de uma turma para outra. 
E também vamos ganhando experiência com o passar dos anos e melhorando nosso modo de trabalhar. Vamos descobrindo que podemos planejar o mesmo projeto e escolher objetivos diferentes. 

Eu sempre pensei muito sobre o objetivo de aplicar um projeto na educação infantil. Quando fosse montar, pensar CLARAMENTE que objetivo eu gostaria de alcançar no fim do ano (sendo um projeto anual). 

Usando as atividades acima, o objetivo alcançado seria o de conhecerem materiais diferentes e adquirirem algumas habilidades artísticas. Se o objetivo do professor for esse........

Mas geralmente, quando o professor tem em mente esse projeto, ele pensa na responsabilidade que todos nós temos de cuidar de nosso lindo lar, que é o planeta Terra. 

Mas então, que tipo de ações devem constar no planejamento do professor para alcançar esse objetivo?

Eu, Luciana, não gosto muito de projetos prontos pegos na internet, ou nos livros de projetos que tem em coleções......
Acredito que toda escola ainda tenha esses livros.

Acredito em pesquisarmos IDEIAS na internet e adequá-las a realidade e necessidades de nossas crianças.
Então vou sugerir algumas coisas, mas nada pronto. 
Elas servirão para que todos nós reflitamos no objetivo que temos com cada atividade e como ela esta diretamente ligada ao objetivo maior do projeto.

Salvando o Planeta

Essa responsabilidade é muito grande. 
Em um ano de trabalho com certeza não conseguiríamos mostrar para as crianças todas as formas de ajudar a cuidar da Terra. 
O interessante é pensarmos em pequenas partes.

Podemos ajudar o planeta gerando menos lixo em casa, por exemplo. 
Pode parecer pouco, mas isso dá um trabalho de projeto para o ano inteirinho....
Não acredita?
E vamos pensar bem... Diminuir a quantidade de lixo não ajuda significativamente a melhorar o planeta? Pense em quanto lixo é gerado todos os dias? Essa ação por si só melhoraria muita coisa.

Para entenderem melhor o que quero dizer, vou criar uma turma imaginaria e pensar em possibilidades que podem suprir as necessidades da turma que recebi esse ano.

Idade: 3 à 4 anos
Projeto: anual (abril à outubro)
Realizar: o projeto 2x por semana
Objetivo: Promover ações que levem as crianças a serem multiplicadoras do conhecimento, e poder contribuir para  melhorias no nosso bairro.
Pontos observados da comunidade: Desde fevereiro venho observando que minhas crianças gostam muito de brincar no parque da escola, que tem muitas árvores e plantas. Mas as pessoas da rua jogam muito lixo nas calçadas e uma parte desse lixo infelizmente entra no nosso parque com os ventos. Muitas vezes as crianças veem ou até pegam esses lixos para brincar. 
Próximo da nossa escola tem lugares cheios de lixo, a começar pelas calçadas.. 
Todas as vezes que chove, esse lixo entope as passagens de água e o bairro vira um caos.
Aqui no bairro já temos a coleta semanal de recicláveis. 
Já observei também que pela manhã, quando os pais trazem as crianças ou no final do dia, quando vem buscar os filhos, os pais dão algum alimento para as crianças e estes jogam suas embalagens no chão. 
Em alguns momentos como na reunião de pais e outras oportunidades que tive de conversar com os pais, percebi que eles tem o habito de levar os filhos para fazer compras nos supermercados aqui próximos.

Conhecendo essas particularidades do meu grupo, posso pensar em possibilidades de etapas para nosso projeto.

Etapa 1: Abril - 4 semanas = 8 atividades em média
Momento de investigação mais detalhada do que as crianças sabem.

- Fazer rodas de conversa sobre como é para as crianças fazer compras: o que costumam comprar, se ajudam o papai e a mamãe a carregar uma sacola. O que elas fazem com a embalagem da bala ou danone que comem?
- Dar folhas para que as próprias crianças desenhem como é sua rotina de compras com os pais (as crianças expressam muitas coisas através dos desenhos)
- Elaborar um questionário para ser enviado aos pais.
- Fazer levantamento do que as crianças sabem e não sabem e durante o ano usar atividades que ajudarão a responder as perguntas das crianças. 
- Preparar um cartaz de O QUE SABEMOS e O QUE APRENDEMOS. (Ele será preenchido durante o ano junto com os conhecimentos adquiridos com o grupo)

Possivel avaliação da etapa 1: Nesse contexto, percebo que a grande maioria ainda usam muitas sacolas descartáveis e não se atentaram ao dia da coleta reciclável.

Etapa 2: Maio, Junho, Julho - 12 semanas = 36 atividades em média

- Preparar reunião de pais para falar sobre o projeto do ano
- Levar vídeos e livros em momentos de rodas de conversa que levarão as crianças a entender como podem ajudar a diminuir sacolas plásticas (veja esses vídeos do projeto Akatu - em especial os vídeos: um novo olhar sobre o plástico e o ciclo das sacolas plásticas)
- Momentos de desenhos livres para que as crianças expressem nos desenhos o que estão absorvendo do assunto e possam nortear os próximos passos. Os desenhos prontos, aqueles impressos todos iguais para as crianças, não mostrará o que eles estão aprendendo.
- Visitar supermercados da região para saber como são utilizadas as sacolas plasticas. Preparar algumas perguntas junto com as crianças. Levar em conta principalmente os questionamentos deles. Marcar entrevista com um  responsável do supermercado.
- Colocar na sala um lixinho para que as crianças joguem as embalagens do alimento que comerem e assim acabem ensinando para os outros. 
- Depois de bem entendido o assunto, confeccionar JUNTO com as crianças frases que serão reproduzidas em cartazes para colocar pela escola e pelo bairro e nos supermercados. Escrever junto com eles para que se apropriem da escrita. 
- Convidar os familiares para participar de alguma atividade sobre o assunto, dando também o exemplo para as crianças.
- Fazer jogos e brincadeiras que ensine o que pode ser reciclado e o que não pode. 
- Preparar folders, onde a escrita também pode ser feita com a ajuda das crianças para que se apropriem dela. Esse fôlder vai conter as informações do dia, horário que passa o caminhão de coleta de reciclável e o que pode ser separado em casa. 
- Entregar em diversos estabelecimentos da região.

Etapa 3: Setembro e Outubro - 8 semanas = 16 atividades em média - finalização

- Confeccionar com os pais algumas sacolas reutilizáveis com TNT. 
- Preparar um material que será levado pra casa, de tudo que aprenderam e como irão utilizá-lo como aprendizado para toda a vida.
- Preparar uma avaliação para os pais de como esse projeto mexeu com sua vida em casa, e sobre atitudes que mudaram durante o ano. 

Gosto muito de dividir projetos por etapas. Me ajudam a visualizar melhor tudo que posso planejar de uma forma coesa e organizada.

Conseguem perceber como as crianças participam ativamente nas etapas do projeto? 
Os professores fazem sim um levantamento de ideias, mas elas podem ser modificadas de acordo com o conhecimento que as crianças trazem. 
Nada é imposto pelo professor. Eles constroem as ideias juntos. 
A ideia do projeto mobiliza atitudes para a vida e mexe com os pais, familiares e comunidade.  

Será que esse projeto sobre como ajudar o PLANETA TERRA terá bons resultados? 
Bem... esperamos que sim. Com o objetivo bem claro, as atividades foram pensadas e organizadas para alcançá-lo. 

Muitas variáveis podem ser feitas dessa ideia. Como eu disse, ela vai precisar se adequar com cada realidade. Fiquem a vontade para usar essa ideia e modificá-la como acharem mais adequado.
Esse projeto poderia ser voltado para a preservação da água no planeta, ou para os animais em extinção do planeta Terra,  etc. 
Para cada objetivo,  atividades que levem a alcanca-lo. 
Tenho certeza que vários de vocês já tiveram ideias incríveis que podem complementar e até melhorar as ideias acima.

Gostaram? 
Me contem as experiências de vocês.

Grandes abraços
Lu Fernandes Pedagoga

Foi muito difícil para nós, Coordenadores Pedagógicos, conseguirmos legitimar nossa função dentro do espaço escolar. Éramos solicitados a fazer atividades de diretor, de auxiliar administrativo, de professor, enfim, um pouco de tudo e no final sem funções claras e específicas para nosso cargo.
Não que ainda não façamos um pouco dessas coisas.  Claro que fazemos, pois a parceria entre todos os profissionais faz com que o trabalho tenha muito mais resultados. 
Mas agora, sabemos quais são nossas principais funções.
Dentro delas está uma que considero a principal e mais desafiadora: formar nossos professores.
Queremos ajudá-los a refletir constantemente sobre suas práticas.
Queremos que eles planejem com qualidade, avaliem seu planejamento conscientes daquilo que haviam planejado e saibam observar os acertos e possíveis melhorias para planejar novamente os próximos passos. 

E essa não é uma tarefa muito fácil.
Precisamos conhecer bem os professores e as necessidades de cada um, além de acompanhar de perto os planejamentos e ajudá-los a avaliar suas atividades.
Já tentou usar FILMAGENS nessa tarefa? Não? 

Por que filmagens?

A filmagem traz bons resultados porque "tira" o professor de dentro da situação. Ele pode avaliar o depois, olhando para sua atuação, entendendo quais são os pontos fortes da atividade e estratégia usados e quais pontos podem ser melhorados para alcançar o objetivo esperado. Ele consegue perceber ações que, estando dentro da situação, dificilmente poderiam ser percebidas.

Claro que não vamos chegar de hoje para amanhã e dizer para os professores que a partir de agora suas aulas serão filmadas.
Isso pode gerar um desconforto generalizado e talvez os professores se sintam vigiados, ou coisas assim. 
Se você já tem a confiança do seu grupo, com certeza isso será mais fácil pois a equipe já entenderá que essa nova estratégia que você quer usar será para a melhoria do trabalho. 
Mas se a equipe ainda está conhecendo seu trabalho, vá devagar. Explique aos poucos qual é sua intenção com as filmagens. Também, faça pequenas filmagens de momentos mais descontraídos para ir quebrando o gelo, e depois mostre para a equipe. 
Lembre-se: a filmagem não deve ser usada para apontar os erros. Um dos objetivos é avaliar as escolhas do professor durante determinada atividade para saber se foram as melhores para aquele momento ou não de acordo com a necessidade das crianças. E reforçar as ações que estão funcionando e que devem continuar. 

Como utilizar?

A filmagem por si só não trará os resultados esperados.
É necessário combinar com o professor todas as etapas.
Primeiro escolha dentro do semanário qual atividade do professor você pretende acompanhar e filmar.
Faça uma reunião com esse professor e combine com ele cada detalhe. Conversem sobre o objetivo dele, quais estratégias pretende usar e qual o objetivo que pretende alcançar nessa atividade. Podem acrescentar nessa conversa alguns pontos como: sente alguma dificuldade ao realizar esse tipo de atividade? Tem algum foco que você gostaria que eu (coordenador) observasse para poder ajudar a melhorar? 

Coloquei essa questão porque os professores se sentem mais a vontade para colaborar com a filmagem quando sabem que estão participando ativamente na elaboração dos objetivos e faz com que o próprio professor pense em suas dificuldades e tente fazer melhorias para supera-las com a ajuda do coordenador. 

Voltando para nossa reunião com o professor, é muito interessante o Coordenador pensar nos pontos em que o professor pediu ajuda e separar uma pequena matéria de boas fontes sobre o assunto, para que ele possa ler talvez antes de aplicar a atividade. E também ali no momento da reunião, elaborem duas ou três observações que serão feitas durante a filmagem. 
Esses pontos são FUNDAMENTAIS para que o momento de assistir a filmagem não vire um momento de olhar a criança que olhou pro lado, ou se transforme em risadas pela atuação do professor ou do grupo. Acredite, perder o foco por nos assistir atuando é muito fácil, RS!

Recapitulando com um exemplo

- O CP já percebeu que o professor X tem alguma dificuldade em contar histórias para o grupo. Talvez o professor não faça gestos e entonações, e as crianças rapidamente se dispersam. Depois o CP sempre ouve desse professor que a turma NÃO GOSTA DE HISTÓRIAS. O CP sabe que talvez seja necessário apenas fazer alguns ajustes na forma de contar essas histórias.
- O CP pega o semanário desse professor e marca qual dia e horário esse professor tem o momento da historia e combina com ele que gostaria de filmar esse momento. 
- O CP separa alguma matéria que dê algumas dicas que estão de acordo com a necessidade desse professor. 
- O CP marca uma reunião para que eles possam conversar sobre o FOCO a ser analisado no momento da filmagem. 
- O Professor talvez ache que as crianças fazem muita bagunça e pede para que o CP o ajude nesse ponto também. Os dois juntos elaboram algumas perguntas, não muitas e assim fica combinado para o dia da filmagem pensarem nesses pontos.
- Também pode ser feita a leitura do texto separado pelo CP, junto com o professor para que os objetivos fiquem na mente dos dois e sirva para reflexão na hora da filmagem e na hora de assistir.
- O CP entrega uma cópia dessas perguntas. O professor vai ficar muito mais tranquilo sabendo o que acontecerá na filmagem.
- Depois da filmagem, o CP marca outra reunião. Agora para assistirem a atuação do professor e analisar aquelas perguntas deixadas. O próprio professor pode levantar pontos em que avalia que está acertando e pontos que podem ser melhorados. Talvez ele consiga perceber que aquela dificuldade apontada sobre as crianças bagunçarem muito, tem haver com a forma que ele conta a história. O CP também pode levantar pontos que achou importantes serem falados e reforçar os pontos positivos também. Anotem tudo.
- Eles pensam nas sugestões do texto lido e em estrategias que serão usadas na próxima leitura de historias e o professor vai coloca-los em prática. 
- Os dois já deixam marcado a próxima filmagem onde será avaliado como foi a outra contação de historias usando as estratégias que levantaram juntos. 
- Na próxima reunião para assistir essa filmagem, eles avaliam se as novas estratégias deram certo e quais melhorias podem ser feitas. 

Nesse exemplo acima foi colocado um ponto que o CP, que conhece muito bem seu grupo de professores, já percebeu no professor X, mas que talvez ele próprio ainda não tenha percebido. 
O CP até pode dizer diretamente ao professor que faça mais gestos, entonações (se esse for o caso). Mas por que não deixar o próprio professor perceber isso durante a filmagem? 
O professor agora está na terceira pessoa e consegue ver a situação de fora, por outro ponto de vista.

Recompensas

Digo à vocês por experiência própria que essa estratégia pode dar muito mais resultados do que simplesmente dizer ao professor o que fazer. 
Tive experiências incríveis e maravilhosas e por isso recomendo fortemente que a façam.

Dá um pouco de trabalho? Sim!
Mas o que na nossa profissão não dá?
Temos que cavar momentos para que essa rotina aconteça de verdade. Por mais difícil que pareça com as muitas coisas que precisamos resolver no dia, isso se torna um desafio. Mas é possível, se decidirmos que queremos. 
E quanto mais trabalho, mais prazeroso é ver os resultados.
São passos de formiguinha. 
Também vamos errar algumas vezes e aprender com nossos erros.
Mas é muito recompensador. 

A filmagem me ajudou muito enquanto Coordenadora Pedagógica. 
Estar ali na sala, fingindo que não estava, não intervindo em nada, ficando neutra (pois o momento da filmagem exige isso) me fazia pensar em como é bom poder dividir com o professor essa tarefa de ensinar as crianças com o máximo de qualidade. 

Chegou um momento em que as próprias professoras faziam filmagens. Pegavam a máquina fotográfica, colocavam num cantinho da sala e depois traziam para que analisássemos juntas e já sabendo o que queriam que fosse analisado. E era uma empolgação que me comovia de verdade. Elas entenderam o propósito, e aquele momento não era mais de medo porque a Coordenadora está aqui me olhando aplicar uma atividade. Era de confiança, onde juntas trocávamos informações e conhecimentos. 

Vi professoras crescerem muito, pensando muito mais cuidadosamente nos objetivos das atividades que planejavam.

Amigos e amigas CPs, façam a experiência e venham me contar. 
Espero que ajude.

Abraços, 
Lu Fernandes Pedagoga




Ah! Se tem algo mágico na rotina educacional, é o momento das histórias.
Conto de fadas, lendas...
Autores antigos, novos autores...
Livros muito ilustrados e livros sem figuras...

São muitas, são tantas as possibilidades.
As crianças amam ouvir essas histórias e quando acaba, querem ouvir de novo, e de novo e de novo.
Sim, eles podem ouvir uma mesma história muitas vezes sem se cansar.
Ouvem tanto que acabam até decorando as falas, não é mesmo?

Você professor, já teve quantas experiências diferentes com histórias contadas para as crianças?
E você, mamãe, papai, avó, avô, tio ou tia que conta histórias para seus pequenos em casa, talvez antes de dormir, ou na hora da brincadeira. Não é um momento realmente mágico? 

Mas existem tantas formas diferentes de contar histórias que às vezes ficamos sem saber qual escolher.
Vamos ver algumas delas e também alguns de seus objetivos, para que você saiba em que ocasião usá-las. 

Ler livro com mais figuras do que escrita (ou nenhuma escrita)

Apesar de muitos afirmarem que esse tipo de leitura deve ser feito principalmente para as crianças do berçário, eu acredito que eles podem ser usados em diversas  idades com diferentes objetivos. Se o livro não tem escritas, eu enquanto leitor posso tentar ver o que minha imaginação vai criar baseado nas figuras. Será que eu consigo criar uma sequência tentando entender o que o autor quis passar? Será que minha ideia é diferente da ideia do meu colega? Como anda minha imaginação?
E quanto à imaginação, sabemos que as crianças tem sobrando. Porque não incentivar mais ainda esse talento? 
Você pode abrir o livro e mostrar a figura daquela página. Veja o que as crianças dizem antes de você dizer algo. E se tiver alguma coisa escrita, deixe as crianças imaginarem primeiro para depois ler o que está registrado ali. 
Aqui vai aquela famosa frase que dizemos para as crianças no momento da história, com aquela voz especial: "Crianças, o que será isso?" ou "Crianças, o que vocês estão vendo aqui?" 
Sempre importante lembrar que devemos garantir que todas as crianças estejam conseguindo ver o livro de forma clara, seja com todos sentados em roda onde o professor gira o livro lentamente para que todos vejam, seja com o professor ligeiramente sentado mais alto que as crianças (veja aqui que disse ligeiramente, pois não adianta nada tentar contar uma história em pé, e o livro fora do alcance de visão dos pequeninos e depois reclamar que eles não prestaram atenção). 
Pode ser que cada criança diga algo diferente, dependendo da imagem, mas eles não estarão errados, pois o que está questão naquele momento é estimular essa criatividade. 
Só depois o professor diz sua versão ou a frase escrita naquela página do livro. 

Ler livro apenas com escritas

Mas livros sem desenhos, figuras, para crianças pequenas? Claro que sim meus amigos! Um dos objetivos é formar um cidadão leitor. Esse tipo de livro não precisa necessariamente que a criança olhe cada página. Mas o professor precisa se preparar muito bem antes de lê-lo pois, para envolver as crianças, serão necessárias entonações de acordo com o que o livro pede. 
Voz e risadas de bruxa? Momento de suspense? Pessoas muito felizes? Ou chorando? 
Também é muito importante lembrar que a leitura deve ser exatamente como o autor escreveu. A criança terá acesso a esse livro, e pode ser que ele imite sua leitura. Como o livro não tem ilustrações para que ele relacione a pagina com a história, ele confia que aqueles símbolos que ainda está aprendendo que são letras, transmitem a historia que meu professor contou. Então, prepare-se bem.  

Enfatizar autor, ilustrador e editora

Antes de começar uma historia, mostre a capa, diga o nome da historia, o nome do autor e do ilustrador e enfatize também a editora. Até mesmo ler o resumo sobre a vida deles que vem no livro. Por quê? Mais uma vez entra a questão do cidadão leitor. Com o passar do tempo as crianças reconhecerão os livros de determinado autor ou editora. Começarão a ter preferências de leitura. Estarão mais "íntimos" de determinados autores conhecendo um pouco mais de quem escreveu aquele livro que eles tanto amam.
Imagine a cena:
- Crianças, hoje o Carlinhos vai escolher o livro da nossa história do dia. Que história vamos ouvir hoje? 
- Peguei uma livro da Ruth Rocha.
Ui! que luxo hein?

História apenas contada (sem livro)

Aqui um dos objetivos é deixar com que apenas a voz guie as crianças no mundo da imaginação. Também é necessário um preparo para saber dar ênfases com a voz e transmitir as emoções. Mas o professor está livre para contar a historia de acordo com o que sua imaginação permitir.

Contar histórias usando objetos

Um dos objetivos é estimular a criatividade e as possibilidades. Mais uma vez o professor está livre para contar a história do seu jeito, mas agora temos recursos que vão variar de acordo com o nível de imaginação do professor. 
Contar uma história onde os personagens e as cenas são lenços coloridos? Ou os personagens são os lápis de cor da caixa? Ou será um jogo de luz e sombras? Um simples pedaço de papel? 
Qualquer objeto pode se transformar. Lembre-se que para o encantamento da historia acontecer, os recursos não precisam ser caros ou elaborados. Quem os transforma é você que conta a historia. Esses simples objetos criam vida. Podem acreditar!

Teatro da história

Nesse caso, estimular a veia artística dos envolvidos é um dos objetivos. Quer seja um teatro produzido pelos professor para encantar as crianças, ou as próprias crianças sendo os personagens, esse é um momento que exige sincronismo - pois cada personagem deve saber o momento de entrar, falar e sair- e conhecimento da historia - pois cada personagem deve conhecer sua fala. Além desses, muitos outros aprendizados acontecem nesse momento. E claro, o momento mágico onde as crianças veem seus professores como personagens reais da historia, ou eles mesmos sendo os heróis das historias que ouvem.
É o máximo, não é mesmo?

Assistam a esse vídeo inspirador da Nova Escola (Clique aqui). Observem as explicações dos professores,e as reações dos bebês. 
É lindo de ver!

Já conseguiu decidir qual dessas estratégias usará para alcançar aquele objetivo do planejamento? 

Quais as formas de contar histórias você mais gosta de usar? 
Vamos incrementar essa lista?
Que outros objetivos podemos ter com esses momentos?
Espero sua contribuição.


Abraços, 
Lu Fernandes Pedagoga





Durante o dia nos CEIs, onde o período de permanência das crianças é longo, muitos momentos são preparados para garantir as brincadeiras.

Muitos CEIs tem:
- Brincadeiras na entrada pela manhã
- Brincadeiras após a atividade planejada do dia
- Brincadeiras após o lanche da tarde (que muitas vezes são no parque do CEI)
- Brincadeiras em momentos de transição (como entre o fim de uma atividade e o início de outra)
- Brincadeiras no final do dia para esperar os pais.

Mas a correria do dia muitas vezes faz com que nem todos esses momentos de brincadeiras sejam planejados com a atenção que deveriam ter. Para tentar amenizar a situação, os professores pedem para as crianças se sentarem "encostados na parede" para terem uma sensação de controle da situação, pegam aquele balde de brinquedos e despejam no meio da sala. Depois falam para as crianças que brinquem com aqueles brinquedos. (Eu sei amigos, é meio estranho, mas esse exemplo de situação é real). 

Dentro de pouco tempo o que vemos são crianças correndo pela sala, batendo nos colegas sem motivo algum,  outros chorando, outros quebrando os brinquedos porque não sabem como brincar com eles.
O que era pra ser um momento prazeroso se torna uma grande confusão.
Colegas, tenho certeza que muitos de vocês já viram, passaram ou passam por situações parecidas.
Eu mesma já fiz tanto isso.... e não me orgulho nem um pouco.

Foi quando ouvi falar em cantinhos, cantos diversificados, cantos de atividades, e outros nomes que no fim, significam a mesma coisa.

Esses cantos nos ajudam DEMAIS. Nos proporcionam momentos de brincadeiras de qualidade para nossas crianças e ainda ajudam na criatividade deles.
Mas como tudo na nossa amada e desafiadora profissão, isso também não vai acontecer como num passe de mágicas.
No começo exige SIM um esforço maior, mas depois é muito recompensador e se torna cada vez mais fácil.

Vamos ver algumas ideias, dificuldades e os resultados que encontramos para conseguir com que os cantinhos sejam bem sucedidos

Visualizando a rotina

  • Pense primeiro quais são os momentos de brincadeiras no CEI (parecido com o que fiz acima).
  • Avalie o espaço, ou espaços que você tem.
  • Observe com um olhar mais cuidadoso e observe as pistas que as crianças dão de quais brincadeiras elas mais gostam, ou mais tentam representar pois estão em sua realidade, seu cotidiano.
  • Faça uma lista delas.
  • Distribua pelo seu semanário separando as que podem ser fixas e as que podem mudar sempre.
  • Guarde essa lista e atualize sempre que necessário, de acordo com a necessidade das crianças.

Não desanime com a falta de espaço


Um problema muito comum e que costuma desestimular os professores é a falta de espaço. Algumas salas são realmente muito pequenas, mas calma! Não desanime.
Procure avaliar de coração aberto as POSSIBILIDADES de espaço que você tem.
É muito mais comum do que vocês imaginam essa ser a primeira reação: "Aqui na minha sala ou aqui no CEI não é possível implantar cantinhos".
Mas vocês podem se surpreender com o que um olhar mais criterioso e muita pesquisa pode fazer.
Quer alguns bons testes de avaliação?

Problema: Minha sala tem um monte de colchonetes no canto da sala. Mal cabem as crianças.
Solução: Use os colchonetes para montar os cantinhos. É isso mesmo! Os cantinhos com colchonetes ficam muito confortáveis e fazem lindas divisões na sala. Monte-os no formato de sofá e coloque um colchonete entre um "sofázinho" e outro pra fazer a divisão entre eles. Daí coloque os cantos apropriados para sua turma.
Em alguns casos, esses cantos não podem ser permanentes justamente por conta do espaço e porque as crianças precisam usá-los. Mas com o tempo as próprias crianças ajudam a desmontar e o trabalho fica mais rápido.

Problema: Minha sala tem mesinhas para atividades. Elas ocupam muito espaço. 
Solução: Da mesma forma, use-as para montar os cantinhos.Quando precisar usar para a atividade, peça que as crianças ajudem a guardar cada coisa no seu devido lugar.

Problema: Realmente, nem que eu queira, tem condições de montar cantinhos na sala. 
Solução: Então pense em algum corredor ou área interna ou ate externa da sala. Você pode conversar com a Coordenadora e proporcionar experiencias de atividades em ambientes diferentes para as crianças. As vezes será ate mais interessante fazer um diferencial, como receber as crianças em um ambiente aberto até o momento do café

Então.... depois de analisar com muito critério, tenho certeza que encontrará um cantinho especial aí no CEI.

Necessidades da turma


Imaginemos que você percebeu que sua turma gosta muito de rabiscar, tem algumas mamães que estão grávidas, eles comentam que estão vendo parentes com doenças como a dengue (as crianças conversam sobre tudo com os professores, não é mesmo?), brincam sempre do mesmo jeito (também pode acontecer) e talvez seu projeto seja sobre dinossauros.

Podemos organizar os seguintes cantinhos:
  • Canto de artes - os materiais podem variar: folhas de diferentes formatos e texturas, tinta, lápis de cor, giz de cera, massa de modelar, papelão, - para suprir a necessidade do rabiscar.
  • Canto do médico, da casinha , da boneca - para suprir a necessidade de expressar o que estão sentindo com a espera de um novo membro na família e as duvidas que passam em suas cabecinhas, pois as crianças nos mostram tudo isso através das brincadeiras.
  • Canto do médico, da farmácia, da boneca, do desenho - para exteriorizar os sentimentos nos casos de doenças na família. 
  • Canto de monta tudo, blocos lógicos, fantasias - como podem ser montados e utilizados de varias maneiras, é preciso usar a imaginação para criar.

Materiais


Gosto muito da ideia de recicláveis e materiais que seriam descartados.
Sabe aquele teclado que ninguém usa mais? E as caixas de remédios que vão para o lixo?(claro que muito bem observadas para ver se não oferece algum tipo de risco). Um sapato branco de algum parente que está sem uso? 
Visualize em quais cantinhos acima você pode utilizar esses materiais.
Faça uma lista de recicláveis que você provavelmente precisa e peças ajuda aos pais e comunidade para consegui-los. Explique o objetivo e eles entenderão com certeza e ajudarão muito. 
A possibilidade e variedades e de materiais que podem ser utilizados é muito grande. 

Para ajudá-los com uma avalanche de ideias (rs) deixo aqui esse link da Apostila de cantos diversificados - projeto IBM - Kidsmart Brasil e Instituto Avisa lá. 
Essa apostila é um tesouro precioso, acreditem. 
Baixem e verão que não estou exagerando. 

E vai aqui mais um link do site da nova escola. Quando abrir, vá clicando na imagem que aparece. Ele vai te levar para fotos de cantinhos reais. É muito inspirador. 

Ensine as crianças


Antes dos cantinhos entrarem na rotina das crianças, é necessário uma boa roda de conversa para apresentar cada canto, estabelecer combinados e brincar um pouco com as crianças. Afinal de contas é uma novidade e se eles não souberem como utilizar vão brincar do jeito que acham que deve ser e a ideia dos cantinhos não dará certo. Depois muitos dirão que essa historia de cantinho só piora a situação e que não gostou. 
Então, faça por etapas. Monte um canto por dia ou por semana talvez. Brinque junto com os pequenos para que entendam o propósito. 
Quando ver que eles estão entendendo bem, conseguirá colocar vários cantos de uma única vez. Assim como segue o modelo abaixo.  

Vantagens e resultados


Imagine-se começando o dia recepcionando as crianças e os pais com um caloroso BOM DIA. Depois a criança guarda sua mochila e vai para um dos cantinhos brincar. Ela fica ali interagindo com os colegas e você pode observar as crianças brincarem e ainda recepcionar os outros pais e crianças. O cantinho realmente se torna mais um educador pois te auxilia em momentos que você deveria ser 1000 (atender pais, olhar crianças, etc, rs). 
Com as crianças sabendo o que fazer e sabendo que tem possibilidades ali de fácil acesso, elas não precisarão TANTO de sua intervenção a todo momento. Quando terminar de receber as crianças, você pode ir lá e brincar um pouco com seus pequenos. Eles vão amar.
Pois bem, essa é apenas uma das inúmeras vantagens de ter cantinhos. 
Quer mais alguns? As crianças ficam mais calmas e aprendem a ter autonomia. 

Será que te convenci?
Espero que sim. 
Grandes abraços,
Lu Fernandes Pedagoga






Você é professor(a) de educação infantil? Acabou de se formar? Está atuando na área há pouco tempo e quer saber mais? Já atua na área há anos mas tem dúvidas sobre como realmente é o funcionamento geral de quem trabalha com a educação infantil?
Sempre temos algumas dúvidas, não é mesmo?

Essa matéria vai te ajudar a esclarecer muitas coisas.
As vezes acontece de nós, professores, sabermos de algumas informações de forma muito superficial.
E quando queremos mais informações sobre alguns assuntos, geralmente corremos para a internet.
Sabermos de algumas dessas informações pode até nos ajudar a esclarecer dúvidas que os pais tem.

Mas onde encontrar as respostas corretas? 
Será que são confiáveis? 
Por onde começar?

Muitos livros e apostilas estão disponíveis na internet e podemos acessá-los para saber mais a respeito das informações que procuramos. 

Um dos principais, é o portal do MEC (Ministério da Educação), pois lá estão aqueles livros que vemos e estudamos na biblioteca da escola. Já deixei o link dele em outras matérias, mas deixo aqui novamente para vocês. Clique aqui

O portal do MEC reuniu as principais dúvidas e disponibilizou desde 2013 um material com as 53 perguntas mais frequentes sobre a Educação Infantil. 
Tanto as perguntas, quanto as respostas são colocadas de forma clara e objetiva para que seja de fácil entendimento.

Quer ver algumas?

- Quem são as crianças que tem direito a educação infantil?
A resposta nos mostra que TODAS as crianças tem direito, e também esclarece aquela velha questão que muitas pessoas ainda debatem: "Mas eu trabalho! A fulana que fica em casa não precisa colocar o filho na creche (CEI)."

- Como devem ser formadas as turmas de educação infantil?
Fica claro que existe um critério de ordem superior. Não é uma escolha aleatória.

- A Educação Infantil pode funcionar sem interrupções ao longo do ano? 
Inclusive, em um pequeno trecho fala da importância do convívio familiar. (assunto que gera muita polêmica). 

- Como facilitar a relação da família para a creche quando a criança começa a frequentar a educação infantil?
Traz sugestões muito pertinentes.

O material tem perguntas bem selecionadas.
Deixo aqui o link.


Bem, vale a pena ler, fazer download e deixar guardadinho no computador, ou então imprimir.

Fica essa dica para todos nós da educação infantil, e para todos os que tem interesse, ok?
Espero que tenham gostado.

Abraços, 
Lu Fernandes Pedagoga