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Pais, como explicar para seu filho sobre os "carinhos" que eles não devem aceitar?
Professores, como ajudar os pais sobre esse assunto tão importante?

As situações de abusos, infelizmente são muito mais comuns do que imaginamos. E muitas vezes isso acontece justamente porque a criança ainda não entende ao certo o que está acontecendo.
Muitas pessoas acreditam que esse tipo de assunto não deve ser abordado com as crianças.

Bem, na minha humilde opinião, para que a gente consiga diminuir os alarmantes números de abusos, as crianças devem entender o que é certo e errado e  saber também procurar ajuda.

Olhem só esses números alarmantes que encontrei na página do Facebook chamada ABUSO E VIOLÊNCIA NÃO. Para saber mais CLIQUE AQUI. 




Esse é um assunto tão difícil de explicar para os pequeninos, não é mesmo?
Mas navegando aqui pela Net, encontrei dois vídeos muito bons que vão te dar aquela mãozinha. 
Achei interessante porque os vídeos não falam nem a mais nem a menos do que as crianças precisam saber. 
Olhem só: 







Para saber mais sobre o primeiro vídeo CLIQUE AQUI.
Para saber mais sobre o segundo vídeo CLIQUE AQUI.

Professores, que tal mostrar numa reunião de pais?
Que tal fazer desse assunto pauta de estudo de grupo para que todos os profissionais estejam preparados para lidar com essa situação e ajudar os envolvidos?

Pais, que tal mostrar esses vídeos para seus filhos várias vezes e conversar sobre esse assunto, claro, de uma forma leve?

Espero que tenham gostado e realmente possa ajudar. 
Essa é minha dica de hoje.

Vocês tem outras dicas para passar para os leitores? 


Abraços,





Dia 22 de junho saiu uma notícia que considero mais um avanço no que se refere à saúde das crianças: Coca-Cola, Pepsico e Ambev deixarão de vender refrigerantes nas escolas para crianças de até 12 anos. 
As próprias empresas reconheceram que "crianças abaixo de 12 anos ainda não tem maturidade suficiente para tomar decisões de consumo."

Bem...
Essa informação fez um reboliço na minha mente.
Pensei em uma lista gigantesca de coisas pra falar sobre isso mas a matéria ia ficar tão grande que ficaria chata de ler, RS!
Então vou me atentar a alguns pontos que considero importantes. 

Por que o refrigerante é tão consumido?

A industria conseguiu descobrir uma "fórmula mágica": Se o produto (não se pode chamar essa bebida de alimento) tiver muuuiiito açucar, um gás pra dá "um tcham" e outras misturas estranhas que fazem com que esses produtos durem uma eternidade sem refrigeração, o paladar humano aceita. 

E isso não é culpa sua. Realmente existe uma explicação do que acontece no nosso organismo, na língua, no cérebro. O problema é que essa mistura bombástica é viciante e faz com que o cérebro te peça pra consumir mais e mais.

Junte isso com o bombardeio de comerciais que mostram que essa bebida é a coisa mais incrível do mundo. 
E se a criança cresce vendo todos ao seu redor consumindo esse produto, ela pensa: "Se os adultos que me rodeiam consomem e me oferecem, é porque é algo bom e eu devo consumir também."
E o comércio lucra cada vez mais. 
Alguém aí acredita que existe uma preocupação com a saúde da população? 

E ainda, junte a tudo isso a correria do cotidiano e a praticidade de uma bebida prontinha. 

O mais impressionante é que o poder de um refrigerante na mente das pessoas é tão forte que tenho certeza que a maioria das pessoas que está lendo essa matéria está com muita raiva de tudo escrito acima e é capaz de defender o consumo desse líquido com unhas e dentes. 

Ok! Você tem liberdade de escolha e não será essa matéria (ou será?) que vai te fazer parar de tomar essa bebida. Mas meu foco é falar da saúde de seu filho. 

O que contém no refrigerante? 

Pega lá na sua geladeira aquele refrigerante de cola (os outros refrigerantes também,) e olha a ordem dos ingredientes. Você sabe que a ordem é colocada pelo ingrediente em maior quantidade no produto, certo?

O primeiro deles é? Água, claro. Afinal é um líquido, rs!
O segundo é? Açúcar. 
O açúcar usado é pelo menos um açúcar mascavo ou algo assim, um pouco mais saudável?
Não, não não! É o mais processado possível. E quanto mais processado pior para a saúde.
Depois... Dióxido de carbono: o gás do refrigerante.
Depois... Corante caramelo: um dos mais prejudiciais. Pesquisem aí na internet. Está ligado a diversos problemas sérios de saúde.
Depois... Outros ingredientes não menos prejudiciais. Faz uma pesquisa sobre aqueles números "secretos" que não nos dizem nada como E-338 e outros. Você vai se assustar!
E por último, algo que dá sabor e nome ao refrigerante. É uma quantidade mínima só pra vender com aquele nome. 

Qual desses ingredientes seria bom para a saúde? 
N-E-N-H-U-M.

Talvez você diga: a água. 
Seria se fosse água pura e não com toda essa mistura. 

Talvez você ainda diga: Mas um pouquinho de refrigerante não vai fazer mal a ninguém.
Vamos falar a verdade. A maioria das pessoas toma tanto refrigerante que fazem dele o seu café da manhã, acompanhante em todas as refeições e até tomam no lugar de água. E eu não estou inventando não. São exemplos de muitas e muitas pessoas que conheço e de todas as pesquisas que já fiz sobre o assunto. 

Talvez, e mmmmuuuuiiiittttoooo talvez se fosse uma vez na semana, uns 250 ml, não fizesse TÃO mal à saúde. 
Mas sabemos que a realidade não é essa. E ainda somamos com todas as outras coisas industrializadas e açucaradas que são consumidas todos os dias. 

Então depois de tudo isso, o que muda ou pode mudar na vida de seu filho?
PAIS vamos entrar nesse embalo de uma vida mais saudável que está se espalhando por todo lugar. 

Ainda não percebeu essa mobilização? 
Existe tanta preocupação com o número de crianças obesas e com problemas sérios de saúde, que a pressão para que a industria pelo menos melhore seus produtos, é muito grande. 
Observe a propaganda daquele iogurte que seu filho ama, ou do biscoito recheado. O destaque é que tem menos açúcar, menos não sei mais o que, tentando te convencer que agora a criança pode consumir porque é "saudável'. 

Até os refrigerantes estão mudando sua fórmula. Já viu? Agora dizem que estão usando Stevia. Dos açucares é um dos mais saudáveis, realmente! Mas ainda é açúcar em excesso. Cuidado com as propagandas.

Então voltando a minha sugestão: Dê outras opções para seu filho. Deixe ele escolher se quer estragar a saúde com essa bebida quando tiver idade e maturidade para escolher como quer se cuidar. 

Por onde começar

Na maioria das matérias que posto, levanto um problema, mas também te dou uma sugestão de solução. 

Claro que nos CEIs, os pais não precisam levar lanches. Os sucos são feitos com frutas e preparados na hora de servir para as crianças. Yes! Ponto positivo.

Mas se você precisa preparar o lanche pro seu filho pense nisso:

Já sei: Suco de caixinha ou em pó, afinal é suco!
Mas nem pensar, de jeito nenhum!
Não te recomendaria de jeito nenhum. Alguns sucos de caixinha tem mais açucares que alguns refrigerantes. Cuidado! Não troque seis por meia dúzia. 
E suco em pó só tem um monte de misturas químicas que não servem pra absolutamente nada. 

Gosta de suco de melancia? Eu particularmente amo! Compre uma melancia e alguns sucos de polpa congelados. Por favor nutricionistas que estejam lendo essa matéria, não me criquitem, rs! 
A ideia é dar opções de sucos para as crianças e para que os pais se sintam  motivados a começar esse movimento. O melhor de todos, eu sei que é suco natural, mas como uma outra opção, os de polpa congelados dão uma força.  

Então, tire meia hora da sua semana. 
Bata no liquidificador metade da melancia com polpa, semente e tudo mais. E não coe nem coloque açúcar. O de melancia em especial já é bem doce. Depois coloque em pequenas garrafas e congele. 
Não coe para que as fibras da fruta não se percam. Elas aumentam o poder nutricional da fruta. 
Faça o mesmo com o suco de polpa e coloque o mínimo de açúcar, de preferência mascavo, demerara, ou mel. 
Luciana, posso colocar adoçante?
Apenas se for servir o suco para alguém que não possa consumir açúcar de jeito nenhum, um diabético. Os adoçantes são processamentos químicos que são piores que açúcar. Se tiver mesmo que usar adoçante, escolha um à base de Stevia. 

Pronto! Em meia hora você tem suco para umas duas semanas.
E aí? Vale a pena para a saúde de seu filho?
Vale a pena incentivar seu filho a sentir sabor de frutas?

Mais uma vez peço que os nutricionistas não briguem comigo! Não sei exatamente se todas as propriedades da fruta ficam preservadas dessa forma. Mas quero incentivar os pais a introduzir suco de frutas de verdade na vida de seus filhos. 

Tenho certeza que se você começar, aos poucos também vai começar a ter novas ideias e querer melhorar cada vez mais. 

O programa Bem Estar usou a seguinte frase: "É muito mais difícil mudar hábitos alimentares de adultos."

Dê a chance para seu filho escolher. Enquanto isso, acostume-o com o que fará bem à saúde dele. 

Está sofrendo com seu TCC? A solução está aqui

Fontes de matéria

Para que não achem que as informações que coloquei aqui são coisas que saíram da minha cabeça, deixo aqui embaixo links de fontes com informações preciosas e que mudam nosso olhar sobre certos assuntos.

- Documentário MUITO ALÉM DO PESO clique aqui. Esse documentário vai mudar a sua visão  sobre alimentação. Assista. Recomendo muito. 

- Documentário CRIANÇA, A ALMA DO NEGÓCIO clique aqui. Esse é mais um documentário que vai te mostrar o que a mídia faz na nossa vida e como influencia nossas crianças. Eu fiquei horrorizada. 

- Matérias sobre a DRA GISELA SAVIOLI clique aqui. Todas as matérias dela nos dão muita informação. Ela é maravilhosa. Não só diz que determinado alimento é saudável ou não. Ela nos dá informações muito mais profundas, porém muito fácil de entender. Ela tem um conhecimento fantástico. Os livros dela também são incríveis.

- Matéria do BEM ESTAR de 23/06/16 clique aqui. Fala sobre esse assunto da venda dos refrigerantes nas escolas. Assista. Tem uma entrevista com algumas crianças que eu achei o máximo. Elas mesmas mostram como é importante ter uma alimentação saudável desde pequenas, desde que tenham opções. Muito lindo!

- Matéria do renomado DR LAIR RIBEIRO clique aqui. Ele fala do refrigerante e sucos de caixinha. 

Ufa! Isso porque resumi. Imagina se fosse escrever tudo, rs!
Espero que tenham gostado.

Abraços, 
Lu Fernandes Pedagoga



- Pedrinho vem pra mesinha comer o papá!
- Vamos fazer a chamadinha? Olha a plaquinha com o seu "nominho"? 

Tenho certeza que essas frases não são estranhas para você. 
Quem de nós pode dizer que nunca falou assim com uma criança? E às vezes nem percebemos, não é mesmo? Rs. 

Mas por que agimos assim? Será que essa é a melhor forma de nos comunicarmos com as crianças? 

Antigamente grande parte das pessoas (não sei desde quando) achava que falar dessa forma facilitava o entendimento de mundo para a criança. 

Infelizmente esse hábito foi levado para as escolas de educação infantil.
Claro que ao fazer isso temos a melhor das intenções, mas vamos pensar um pouco sobre esse assunto? 

O que os documentos dizem?


O RCNei vol.3 pág 119 nos diz: "Em muitas situações, também, o adulto costuma imitar a maneira de falar das crianças, acreditando que assim se estabelece uma maior aproximação com elas, utilizando o que se supõe seja a mesma “língua”, havendo um uso excessivo de diminutivos e/ou uma tentativa de infantilizar o mundo real para as crianças."

O RCNei vol.3 pág 134 nos diz: "É importante que o professor converse com bebês e crianças, ajudando-os a se expressarem, apresentando-lhes diversas formas de comunicar o que desejam, sentem, necessitam etc. Nessas interações, é importante que o adulto utilize a sua fala de forma clara, sem infantilizações e sem imitar o jeito de a criança falar."

Já observaram esses trechos acima? 
Dificilmente! O RCN é um documento extenso e talvez por isso não paramos para estudar suas informações minuciosamente. 
Mas, ele nos traz reflexões maravilhosas. Vale a pena estudá-lo. Quem sabe nas reuniões semanais de grupo?  Passos de formiga. Um pouquinho toda semana e logo teremos estudado grande parte dele e com qualidade.

Bem, vamos analisar o que esses trechos nos dizem.


Hoje em dia entendemos que as crianças tem uma inteligência muito maior do que imaginamos e que cabe a nós adultos dar o exemplo correto para que as crianças se expressem e se comuniquem da maneira correta. 

A criança não nasce sabendo a língua de determinado lugar. Mas nasce com todas as condições para aprender qualquer língua. O meio em que vive vai determinar que língua ela falará e se terá uma linguagem correta. 

A criança vai repetir o que falarmos. Se desde bebê ela ouve a palavra correta ela aprenderá o correto. Simples assim! 

Não precisamos nos preocupar em facilitar as palavras para a criança (do modo como o adulto acredita que é facilitar).

Pense comigo: se a criança está aprendendo um repertório de palavras, por que a palavra Papá seria de um entendimento mais fácil do que comida? Talvez ela não fale corretamente a palavra comida logo de início, mas ela vai tentar até conseguir. 

A forma como entendemos concepção de criança está diretamente ligada a forma que interagimos com ela. Pense nisso!

Temos muitos textos que podem nos ajudar a refletir sobre esse assunto.

Com relação a riqueza de situações comunicativas que possibilitamos para as crianças, a leitura de livros também traz a ideia de não "facilitarmos" as falas e a leitura. 
Observe esse detalhe nesse vídeo da Nova Escola.

Infantilizamos as ações em muitos outros aspectos dentro do ambiente escolar. Mas esse é assunto para outro post, ok? 

Gostaram da reflexão?
Não é fácil mudar esse hábito, mas se você se convenceu de que é importante, tenho certeza que se esforçará para conseguir. 

Abraços,
Lu Fernandes Pedagoga


Para aqueles que já fizeram a matricula de seu filho e aguardam o inicio do ano letivo, vão aqui algumas dicas que farão toda a diferença no desenvolvimento do pequenino.
Já conversamos sobre as coisas importantes que seu filho vai aprender no CEI e na educação infantil como um todo. (veja a matéria aqui) 
Também já vimos uma matéria que fala como seu filho pode aprender a gostar da escola. 

Mas como os pais podem contribuir para que a criança se desenvolva melhor?

Estou escrevendo essa matéria e me lembrando de vários exemplos de pais presentes no CEI. Passa um filme na minha mente de como era sua relação tanto comigo quando estava em sala de aula, quanto com as professoras, quando eu já estava atuando na coordenação pedagógica, e como esses filhos tinham um diferencial. 

Não sei explicar...
É muito interessante.
Realmente essas crianças tinham (e tem) uma alegria maior. Temos a sensação de que elas aprendem melhor. É difícil de explicar. Mas eu atribuo isso a presença e interesse dos pais.  Podem dizer que estou exagerando. Mas é verdade. Com o tempo a gente percebe sutis diferenças e conseguimos ver na prática o que ouvimos diversas e diversas vezes por toda a nossa vida: O principal exemplo é o dos pais.  

Quais as atitudes que esses pais tinham (e tem) que definem essa diferença?

1- Sempre se mostram interessados em tudo que a criança faz no CEI

No começo do dia, os pais já chegam conversando bastante com a criança, e com muita alegria. Despedem-se do filho com muita segurança (mesmo que por dentro esteja um pouco triste de se afastar do filho por algumas horas) dizendo que o ama e que daqui a pouco vem buscá-lo.  Dá um monte de beijinhos no filho (rs).

Também sempre que possível, esses pais entram na sala da criança e vão junto com ela olhar as atividades feitas tanto por ela quanto pelos colegas de sala. E conversam de verdade. Por menor que a criança seja, e ainda não retribua a conversa no mesmo nível, ela esta entendendo tudo. Vai ajudar muito na sua fala e desenvoltura mais pra frente.

Eu imagino que em casa esses pais também conversam bastante com o filho quando recebem "atividades" para fazer.

Por exemplo: O professor pede para os pais mandarem por escrito uma música de roda que cantavam quando eram crianças. Imagino os pais lendo esse bilhete para o filho com entusiasmo. Depois, cantando e ensinando para a criança aquela música. E por fim escrevendo junto com a criança (por menor que ela seja) para mandar no dia seguinte para o CEI. 

Porque eu imagino que essa sequencia aconteça? 

Porque essa criança chega diferente no CEI. Ela já chega toda empolgada balbuciando ou já falando para o professor sobre o que tem na sua mochila ou em suas mãos. As vezes ela já arrisca cantar um pouco para o educador, querendo que ele aprenda o que seus pais ensinaram para ele em casa.
Muitas vezes os pais já incentivam na hora que chegam no CEI dizendo: "Vai filho mostra pro professor a musiquinha, mostra!" 
Imaginem como essa criança se sente incentivada a participar!

Por isso eu digo e repito. O CEI (creche) faz a sua parte. Mas o incentivo e apoio dos pais fazem toda a diferença. 
E assim deve ser: Pais e escola unidos pela educação e desenvolvimento das crianças. 

2- Dão um BOM DIA bem alegre e agradável para o professor(a)

Um sorriso no rosto não faz mal a ninguém não é mesmo? Também os pais incentivam o filho a fazer o mesmo, e quando possível até conversam um pouco com o professor, formando um elo maior entre eles. A criança também aprende a confiar mais naquele adulto que seus pais estão demonstrando amizade.

3- Procuram conhecer bem o professor de seu filho

Como na reunião de pais ou nos eventos da escola. Geralmente esses pais estão presentes em tudo. Perguntam como está o desenvolvimento do filho; Mostram-se disponíveis para resolver algum probleminha (de alguma indisciplina por exemplo), entre outras coisas. E estou falando de pais que também trabalham. Mas eles conversam com o patrão e usam seu direito de estar presentes na vida escolar do filho. 

Sugestões complementares

Faça questão de estar presente na primeira reunião do ano

Caso seja o primeiro ano de seu filho no CEI, ou Escola de Educação Infantil, a primeira reunião de pais definirá muitas coisas. 
Procure conhecer o máximo possível a pessoa que cuidará de seu filho. 
Para isso, faça perguntas na reunião que te ajudem a esclarecer suas dúvidas.
Preste atenção as informações passadas pelo professor. Uma delas costuma ser: Como agir nos primeiros dias do filho no novo espaço. Esse é um momento novo para a criança e as vezes difícil. Sua colaboração com o professor e sua postura como pais, pode diminuir muito essa dificuldade. Mas para isso, vocês pais devem se sentir seguros com o profissional que vai cuidar de sua criança. 

Já vi alguns casos onde um dos cônjuges gosta do espaço que a criança vai ficar, mas o outro, não. Nesse caso, é muito interessante que os dois participem da reunião e esclareçam qualquer dúvida. Isso costuma passar mais confiança, e tira muitas "pulguinhas" que estão atrás da orelha. (rs) 
Ah! Todas as outras reuniões também são importantes, ok?

Participe de atividades e eventos

Durante o evento, peça pra criança mostrar qual é a atividade dela. Pergunte o que ela fez naquela atividade. Elogie. Pergunte para os professores do que se trata aquela atividade. O que as crianças aprendem com ela. Você vai se surpreender.

Esteja sempre em contato com a creche. Esteja disponível. 

Talvez alguns de vocês estejam se perguntando: Mas isso é muio óbvio!
Vou contar um tipo de situação que já vi se repetir incontáveis vezes.

A criança teve uma dor de barriga ou um mal-estar a noite. Os pais observaram e aparentemente foi algo momentâneo. Os pais decidem levar a criança para o CEI.
No decorrer do dia a criança tem outro mal-estar. A escola passa um tempo enorme tentado entrar em contato com os pais ou algum responsável. Ligam para todos os "500" números de telefones deixados na ficha da criança e nenhum funciona.
Quando por fim, conseguem um retorno de alguém, os pais chegam ao CEI e dizem: "Ah! Eu já sei o que é.... Ele estava assim desde ontem a noite, mas como achei que não era nada, resolvi mandar para a escola".

Como assim? Mas não avisou a escola, os professores? 
Pois é! E isso é mais comum do que vocês imaginam.

Se você sabe que não vai conseguir ter aquele momento de uma pequena conversa com o professor logo que chegar, deixe na mochila um bilhetinho bem legal explicando o que aconteceu (para que os professores estejam cientes caso notem algo diferente no decorrer do dia). E mostre-se disponível para o caso da criança voltar a se sentir mal. 

Um bilhete para os professores dizendo sobre o ocorrido e um telefone no bilhete para contato rápido, pode evitar muitas dores de cabeça para todos. 

Esperam que tenham gostado das dicas.
Abraços e mais abraços
Lu Fernandes Pedagoga





Meus amigos, estive pensando sobre esse período de férias escolares.
Muitas vezes são férias para as crianças (final de dezembro e mês de janeiro), mas muitos pais não tiram férias no mesmo período. Suas férias são em outros meses do ano. 

Eles continuam em seu ritmo de trabalho. E às vezes trabalham até mais por conta das comemorações de fim de ano. 

E agora? O que fazer?
Com quem as crianças ficarão? Com os avós? Com os tios? Vão precisar pagar alguém pra cuidar?

Pesquisando pela internet encontrei muitas ideias maravilhosas para os pais terem momentos diferentes e prazerosos mesmo nessa correria. 

Mas como os pais podem se organizar para aproveita-las de uma forma produtiva?

Quero pensar junto com vocês algumas possibilidades de lazer com os filhos e como organiza-las dentro da situação de cada família.

Claro que não conseguirei abordar todas as necessidades, pois cada família tem uma realidade. Mas vamos ver algumas sugestões e você faz pequenas adaptações de acordo com sua realidade.  

Vamos lá? 

IDEIAS DE LAZER


COZINHE COM SEU FILHO

Sim essa é uma ideia muito legal. Você acompanha esse programas de crianças que cozinham? Eles costumam dizer que pegaram o gosto pela culinária por ver parentes (pais, avós) cozinhando e eles ajudando. 
No inicio, de forma muito simples, mas ajudavam.

Se você não tem o hábito de cozinhar com seu filho, já começará de uma forma especial. Vai ficar com cara de ATIVIDADE DE FÉRIAS. Que delicia! Que lembrança boa!
Você pode começar com receitas simples que as crianças possam ajudar.
Vai que seu filho pegue o gosto pela arte e se torne um CHEF, já pensou?

Se você não sabe por onde começar vou deixar aqui o link da Gabriela Kapim. Ela dá muitas sugestões de receitas saudáveis e que podem e devem ser preparadas com as crianças. Isso até ajuda para que elas aprendam a comer alimentos que não gosta. Como eu assisto muito o programa dela e amo as sugestões, quero passar isso pra vocês também.

Caso você não goste dessa ideia de alimentos saudáveis e prefira algumas guloseimas, o que não falta na internet são sugestões. Aproveite essa super ferramenta que é o You Tube.

 VÁ PRA FEIRA COM SEU FILHO 

O quê? Como isso pode ser um lazer?

Se você não tem o habito de levar a criança pra feira, isso pode sim ser um momento de lazer. Primeiro combine antes em casa. Diga como é a feira, como a criança deve se comportar, e outros detalhes que você achar importante. Os combinados feitos costumam dar certo se os pais o fizerem de modo claro e firme. Não ceda a um capricho da criança se ela fizer algo fora do que foi combinado em casa.

Feito isso, vamos à feira. Faça desse dia um momento divertido. Afinal você não vai levar a criança sempre. É um momento seu e da criança. 

Passe pelas barracas e pergunte os preços. Incentive a criança a perguntar também. Ela deve participar. Peça um pedaço de fruta, legume ou verdura. Os feirantes sempre oferecem. Incentive a criança a provar junto com você. Os cheiros e sabores diferentes vão estimular a criança. 

Na medida do possível, esforce-se para fazer aquele HHHHHHUUUUUMMMM, que delicia, principalmente com alimentos novos. A criança vai fazer uma ligação de que se minha mãe ou pai gosta, é porque é bom e vai se sentir incentivada a provar. 

Converse com a criança durante as compras. Por exemplo, vamos imaginar uma criança chamada João.
Mãe - Olha João, esse milho está barato. Vamos comprar pra preparar milho cozido em casa?

Mãe - Ai ai, essa fruta não está muito madura, prova aqui João. O que você achou? Vamos procurar em outra barraca uma que esteja mais madura?

João - Mamãe o que é isso? 
Mãe - Isso é brócolis. Olha que bonito. Parece uma arvorezinha. Vamos levar e provar?

João - E esse outro? 
Mãe - Não sei. Vamos perguntar pro vendedor? Pergunta você João.

Não esqueça: A criança deve participar ativamente da feira.

FAÇA UM PASSEIO CULTURAL

Não sabe exatamente onde?

Olha essa lista incrível de ideias que a Veja preparou?. Eu amei essa lista.
Infelizmente ela só vale pra quem mora em São Paulo, mas com certeza te dará ideias culturais na sua cidade. 
Já fui em alguns desses. 
A sala São Paulo é linda, maravilhosa. Fiquei encantada. Mesmo que a criança ainda seja pequena, vale a pena ir pelo menos visitar. A imponência da sala vai ficar na mente da criança. E claro, perguntar um pouco da história do lugar ajuda a reforçar o valor histórico e cultural do passeio.

E ir ao zoológico? Que criança (e adulto) não fica encantada com aquele lugar. Eu mesma já fui muitas vezes. Mas na ultima vez que fui, meu interesse era a exposição de Dinossauros (olha eu aí na foto, rs).  
A-M-E-I. Os Dinos se mexem e fazem barulho. Que trabalho bem feito!

PROGRAME UM CINEMA OU TEATRO

Esse também vale como passeio cultural. Mas se você já tem o hábito de levar a criança no cinema, vá ao teatro ver uma peça infantil. É um outro olhar, uma outra dinâmica. É muito divertido e a interação dos atores com o público deixa ainda mais mágico. Em São Paulo existem muitos lugares gratuitos.
Olha esse link do site da prefeitura de São Paulo. 


PLANEJE BRINCADEIRAS DE RUA

Que tal juntar aquela criançada que mora ai na sua rua e brincarem juntos de Pega-pega, esconde-esconde, pular corda? Resgatar a infância.
Ah não Luciana, já passei dessa fase! Eu até vou, mas enquanto as crianças brincam, eu fico sentado e de olho neles.
Meu amigo, minha amiga, eu sei.... O cansaço da semana e a falta de tempo e de hábito nos tiram o pique. Mas faz uma forcinha. Brinque junto. Nem que seja por meia hora. As crianças acham o máximo quando os pais estão ali no meio da brincadeira. Tenta, e você vai ver a felicidade de seu filho e sua também, tenho certeza.

ANDE DE BICICLETA COM AS CRIANÇAS

Fazer um passeio de bicicleta é uma ideia tão gostosa. Pode ser perto de casa em uma pracinha, pelas ciclovias de são Paulo que agora são muitas, ou outros lugares. Vai a com a família toda. Se a criança já sabe, cada um pedala a sua bike. Se não sabe, é um ótimo momento  para ensinar. Se não tem bicicleta para todos (papai, mamãe, irmãos) podem revesar, fazer um banquinho para colocar uma ou duas crianças. Com criatividade sempre encontramos um jeito.

PREPARE UM PIQUENIQUE


Durante alguns dos passeios acima mencionados pode ser feito um piquenique. Já fez isso? Embaixo de uma árvore, estende aquela toalha e distribui algumas guloseimas. Que delicia!

FAÇA DESENHOS JUNTO COM ELES


Isso mesmo! Vá a um bazar ou papelaria. Peça papéis de vários tamanhos e texturas (sulfite, cartolina, folha de desenho A2 que são bem grandes). Peça também tinta guache, canetinhas, pincéis. Se quiser pode inventar tintas em casa com água da beterraba ou da cenoura. Tambem é muito legal.
Separe um canto da casa e distribua folhas para as crianças. Deixe a imaginação correr solta. E você papai e mamãe também deve fazer o seu desenho.
A sujeira vai ser grande, mas é muito divertido.
Quando terminarem, todos ajudam a limpar e arrumar.
Para valorizar o que foi feito, escolha uma parede na casa e pendure as obras de arte. Para não esquecer, coloque atrás da folha o nome de quem fez e a data. Quando você tirar da parede e guardar, vai poder relembrar o momento tempos depois. 

FAÇA UM TEATRO EM CASA

Reúna a família. Peguem jornais, cabo de vassoura, e outras coisas que a imaginação permitir e montem um teatrinho. Todos devem participar, viu mamãe e papai? Rs. Tem que perder a vergonha e ser criança de novo. O cabo de vassoura pode ser o cavalo, os jornais podem ser modelados e se transformar em chapéu de marinheiro, de soldado, enfim. Se já tem uma historia que vocês conhecem, façam um teatro dela. Se não sabe nenhuma, improvisem. As crianças podem ajudar pois eles tem uma imaginação incrível.

Se você souber, faça um teatro de sombras para seus filhos. Mais uma vez sugiro pesquisar na internet ideias de como montar. É muito simples e vira um momento mágico. As crianças ficam hipnotizadas.

PLANTE UMA ÁRVORE

Uau! Essa ideia é muito simples e pode render um momento de aprendizado muito grande para todos: preservação e valorização da natureza. Não precisa necessariamente ser uma árvore. Escolha uma planta fácil de ser plantada e cuidada. Separe algumas garrafas Pet, potes de margarina que podem ser onde as plantas ficarão. Faça todo o processo com a criança e explique cada detalhe: Tipo de terra, como colocar a semente ou a muda na terra, como molhar. A criança pode ficar responsável depois por cuidar dessa plantinha. Escrevam qual é o nome da planta, quem plantou e quando. Registrem o momento com fotografias e acompanhem as evoluções da planta com o passar do tempo.
Quer uma inspiração? Assista a esse vídeo de 6 minutinhos que passou no programa da Ana Maria Braga. Ideia fantástica. Recomendo.

PREPARE UMA FESTA INFANTIL


Que tal preparar uma festa para seu filho e transformá-la num momento de aprendizado?
Prepare um convite dizendo que todos devem levar alguns brinquedos que não usam mais. Reserve um espaço onde farão trocas de brinquedos.
As crianças vão se divertir e aprender a consumir menos e compartilhar mais.
Não precisa ser uma festa cara. O que vale para as crianças é a diversão. Se houver entretenimento para eles é o que importa.

CRONOGRAMA


Ideias expostas vamos às sugestões de como colocá-las em prática.

Os avós ou tios ficarão com seu filho?
Sugira essas ideias para eles. Assim terão como ter entretenimento com eles além do longo período que as crianças já ficam na frente da TV e computadores.

Vai pagar alguém?
Diga que quer férias diferentes para seu filho e também sugira essas ideias.

Você tem o final de semana para descansar?
Se você só tem o fim de semana, vamos organizar esse período. Como são muitas sugestões, você pode escolher algumas.

Vamos contar sete fins de semana: Os dois últimos de dezembro e cinco de janeiro.

Fim de semana 1 – Ir à feira e depois preparar um lanche com os itens comprados.
Fim de semana 2 – Ir ao zoológico
Fim de semana 3 – Brincar na rua ou andar de bicicleta (ou os dois) Rs!
Fim de semana 4 – Fazer desenhos
Fim de semana 5 – Assistir uma Peça Teatral (gratuita)
Fim de semana 6 – Brincar de Dramatizar
Fim de semana 7 – Plantar uma árvore

Assim ficou fácil não é mesmo? 
No exemplo acima, seus gastos não serão muitos. 
São ideias baratas e até gratuitas.
Muitas podem ser feitas até com crianças bem pequenas. Elas aprendem muito rápido.

Monte uma planilha e veja o que cabe no seu bolso. 
Faça uma reunião familiar bem legal e diga que nos fins de semana de férias, eles terão passeios e atividades especiais com o papai e a mamãe. 
Não deixe de se divertir com seu filho e ter lembranças maravilhosas nesse período de férias. 

Ao voltar para a escola, as professoras costumam perguntar o que eles fizeram nas férias. Eles terão muito o que contar.

Me conta o que você costuma fazer nas férias das crianças.

Abraços, 
Lu Fernandes Pedagoga